29 de março de 2013

A família em que eu nasci

Conversa ontem à noite com a minha mãe:
- Quantos anos é que o tio Paulo faz?
- 47...
- Ai merda, enganei-me a comprar as velas!!! Comprei um 4 e um 6!
- Oh mãe, é o seu marido!
- Ele está sempre a dizer que tem a minha idade!!!
- Tem a sua idade durante um mês...
- Pois, foi nesse mês que comprei as velas! Estive quase para comprar umas velas que eram umas maminhas ou umas pilinhas...
- Mãe!!! Acha que isso é conversa para ter com a sua filha?
- Acho! Eram umas pilinhas tão giras!!!

28 de março de 2013

Então até já!

Achei que vivia em Nova York, mas acho que me enganei e vim foi para o Alaska. Vou só uns dias ali a baixo dar um beijinho à família e descongelar estes pobres ossos!

25 de março de 2013

The meaning of friendship


Uma típica noite em minha casa. E estes três foram a melhor coisa que me aconteceu desde que cá cheguei. (Eu sou aquela coisa tapada por um cobertor, meia adormecida).

Sarah Jessica Parker

(poster cá de casa)

Parabéns à mulher que fez com que me apaixonasse por NY.

24 de março de 2013

Azares da vida

E há coisas como o um screening do "The Color of Pomegranates", seguido de uma conversa com a Marina Abramović (a senhora deste filme) na única segunda-feira em que não vou estar em Manhattan. Para quem estiver e quiser ir (vão vão vão!!!) ficam aqui as informações do evento.


23 de março de 2013

O dia em que fechei as janelas

Estava eu calmamente na cozinha a fazer chá, quando vi alguma coisa passar na escada de incêncio. Na minha fantástica visão periférica pareceu-me um gato pequeno, o que pôs logo todos os meus instintos de pessoa-que-quer-adoptar-um-gato-e-está-desesperada-para-que-lhe-caia-um-do-céu em alerta. Fui à janela e percebi que afinal era uma ratazana. Mas uma coisa enorme. O bicho devia ter uns 20 ou 30 centímetros.
Dizem que qundo Deus fecha uma porta abre uma janela, mas Ele que não tente abrir as cá de casa, que a partir de hoje vão estar fechadas para sempre.

22 de março de 2013

Diferenças culturais ou call me a slut

Desde que entrei para o Strasberg, acho que já conheci pessoas de metade do mundo. Literalmente, porque em 250 alunos só 10 é que devem ser americanos, se tanto. E habituei-me a lidar com culturas e educações muito diferentes, mas há coisas que ainda me espantam.
Uma coisa que acontece frequentemente é dormir com o Pedro ou com o Jorge. Quando dormimos em casa do Jorge ele tem duas camas twin, portanto durmo sempre com um deles. Cá em casa, tenho uma cama e um sofá cama de casal, mas às vezes somos 4 ou 5, outras há um que tem dores de costas, outras está frio na sala e um deles acaba a dormir comigo também. Mas tudo na boa. Nunca ninguém tocou em ninguém, nunca ninguém tentou nada com ninguém, é deitar e dorme um para cada lado. Isto entre nós é normalíssimo, temos uma relação quase de irmãos e nunca houve atracções ou coisas do género, até porque, como diz a minha mãe, eu para eles sou mais um rapaz.
No outro eles estavam a falar com uma amiga nossa colombiana e este assunto veio à baila. Eles disseram que volta e meia um dormia comigo com o ar mais natural do mundo e ela ficou chocada. Eles explicaram que éramos todos amigos, tudo normal, não acontecia nada nem ia acontecer. Que era, no fundo, a mesma coisa que duas amigas ou dois amigos dormirem na mesma cama. Ela continuava chocada, que a mãe dela nunca deixou, que se calhar era uma coisa da família dela mas dormir na mesma cama que um rapaz só depois do casamento. Depois do casamento. Eu conheço a mãe dela e sei que é uma pessoa bastante dogmática, que na primeira conversa que teve comigo me disse que a pobreza era uma opção e que quem era pobre era pobre porque queria (tentei discordar mas sem sucesso). Mas isto de "só depois do casamento" surpreendeu-me e fiquei a pensar que, aos olhos de alguns, eu devo ser uma puta porque durmo na mesma cama que dois amigos meus.
Para não falar de que qualquer frase que envolva "só depois do casamento" não faz sentido na minha cabeça. Então para mim, que nem sei se me quero casar.