7 de novembro de 2013

Pessoas Como Nós

Este disparate desta história da Margarida Rebelo Pinto só reforça a minha certeza de que anda tudo sedento de sangue e à procura de bodes expiatórios para descarregar frustrações e raivas, ou para poder partilhar um link igual a todos os outros revoltados e insultar alguém - deve ser a versão rede social de fumar para fazer parte do grupo dos "fixes" no liceu.
Se eu agora desatasse a insultar cada pessoa que pensa de forma diferente da minha e que diz coisas com as quais não concordo, ficava sem amigos. Acho que o grande problema deste tempo é a falta de tolerância, o que é triste.
E sim, o título deste post é o título de um livro da Margarida.

19 comentários:

  1. Não, o que esta senhora fez não foi atrever-se a ter feito parte do grupo fixe do liceu. Ela tem direito à opinião dela, mas deveria pensar duas vezes antes de ir para a televisão e expressar-se da forma como se expressou, sobretudo sendo ela uma figura pública e conhecida da grande maioria dos portugueses. E sendo eu uma pessoa educada, que tenho estudos e não tenho por hábito andar a insultar pessoas, fiquei profundamente desagradada com as declarações desta senhora. Eu tenho participado em todas as manifestações contra a troika e sou totalmente contra a forma como este governo está a tentar resolver o problema do noss país. Tentei a minha sorte num país estrangeiro, as coisas não correram da melhor forma e regressei. Aos 33 anos fiquei recentemente desempregada, vejo-me obrigada, como muitas pessoas da minha geração, a pedir ajuda aos meus pais. E sim, fico muito revoltada quando pessoas como esta fulana, não pensam duas vezes antes de abrirem a boca e se expressarem. Felizmente para elas e talvez também para ti, a vida corre bem, a crise pode ter-vos afetado, mas não tão drasticamente como à maioria das pessoas (e ainda bem), mas infelizmente e a triste realidade para a maioria de nós, é não conseguirmos ver uma luz ao fundo do túnel, porque o que este governo está a fazer, é a retirar-nos o pão da boca.

    ResponderEliminar
  2. Isto é Portugal. A indignação é um desporto nacional.

    ResponderEliminar
  3. Independentemente de concordarmos ou não e independentemente de gostarmos dela ou não, ela deu a opinião dela e tem de ser respeitada. Mesmo que não o tenha feito da melhor forma! Quantas vezes pensamos numa coisa e acabamos por expressá-la de forma diferente e somos mal interpretados?
    Enfim...é mesmo muita falta de tolerância e muito pouco para fazer! É incrível como se dá tanta importância a umas coisas e tão pouco ao que realmente importa...

    ***

    ResponderEliminar
  4. Como nós não, como tu. http://noticiasonline89.wordpress.com/2013/11/06/em-defesa-de-margarida-rebelo-pinto/

    ResponderEliminar
  5. Maria, acabaste de receber um beijo na tua testa por seres das poucas pessoas a pensar assim. Haja alguém neste mundo com um bocadinho de calma!

    ResponderEliminar
  6. Pessoalmente detesto a escrita da Margarida Rebelo Pinto e penso que a quantidade de livros que ela vende só demonstra a falta de cultura do povo português! Mas isso não quer dizer que tenha de a insultar por ter uma opinião diferente da minha, mas posso sim insultar a RTP que é paga com os meus impostos por dar tempo de antena a alguém com tamanha falta de conhecimento, cultura, civismo..etc

    ResponderEliminar
  7. Pensas assim porque estás em grande. Pensas nas pessoas a receberem reformas miseráveis e irem para o desemprego e a ficar sem casa.
    És adepta do dito" Pimenta no cú dos outros, para mim é refresco".

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Penso assim porque tenho por princípio ter calma e não julgar as pessoas imediatamente pelo que dizem, o que estou a aplicar ao seu comentário e deixe-me que lhe diga, não está a ser fácil. Não sabe de onde venho, não sabe o que já vivi, não sabe se já passei fome, não sabe se já tive desemprego muito perto de mim ou não. Não sabe absolutamente mais nada do que o que eu decido mostrar. Sabe de que dito é que sou mesmo adepta? "Se não tens nada simpático para dizer, mais vale estares calado". Olhe, aplica-se a si.

      Eliminar
  8. Cara Maria,
    Onde é que leu no meu comentário, que V.Exa nunca tinha passado fome? Nem dissertei acerca do que já viveu. certo?
    Apenas disse que antes de defender o indefensável, deveria medir as palavras (coisa que a outra senhora não fez), e pensar um pouco no que se passa em PT. É uma tarefa simples, parece-me.
    O que a outra senhora disse, e da forma como o fez, não se pode fazer. Simples!
    Se vir novamente o vídeo (e acredito que o vai fazer), pode notar, o asco, o nojo com que fala dos "Portugueses". Como se ela não o fosse também. Mas enfim, é mais do mesmo. E se tiver com atenção, quando tenho coisas simpáticas para dizer aqui no teu blog, faço-o, mas pelos vistos irrita-se com as más e ignora as boas. Assim vai longe no mundo das artes...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não ignorei as boas, simplesmente respondi a uma má. Mas prometo aqui responder também ao próximo comentário simpático que fizer.

      Eliminar
  9. A Margarida revelou que é uma grande pessoa por ter a decência de dizer a verdade nua e crua daquilo que se passa em Portugal.
    É verdade que o país está a viver tempos complicados e é verdade que muitas pessoas têm o direito de estar revoltadas com a situação que o país atravessa, no entanto qualquer cidadão português tem o dever de lutar para puxar o país para cima e em consequência disso, de perceber que estas greves não levam a lado nenhum.
    As pessoas têm de parar de constatar o óbvio e ser um pouco mais pragmáticas quanto à situação actual do país, sendo que é devido a essa falta de pragmatismo que estamos nesta situação, e juntas criar as condições necessárias para que a reestruturação económica de Portugal corra da melhor maneira, para o bem comum.
    Se toda a gente fosse como tu Maria, acredito que o mundo seria um lugar muito melhor, mas infelizmente há CAP CRÉUS e outros que tanto que preferem disparar em todas as direcções sem pensar duas vezes naquilo que realmente se passa e de ver como é que este problema é resolúvel. Disparar em todas as direcções sem pensar duas vezes é fácil. Difícil é apresentar soluções.
    Beijinho Grande

    ResponderEliminar
  10. Anónimo
    Onde leu nos meus comentários, que sou a favor das greves? Foi tiro ao lado. Sou totalmente contra as greves. Estamos de acordo, aqui?
    Gosto de saber que me conhece bem para saber que ando a disparar em todas as direcções. Resta saber quais são elas, e quanto ao ser pragmático, que tal ir falar deste mesmo pragmatismo aos idosos e aos desempregados? Boa ideia, não?
    Já percebi que é contra as manifestações sejam elas dentro ou fora da AR. Pronto, pode ser que assim , o governo em quem votou leve o País para a frente.
    E sim, eu penso bem mais que duas vezes, e também apresento várias soluções, apesar de não ser de economia.
    Vamos falar de soluções? Apresente então as suas, mas não vale falar em pensões minimas, nem em conrtar vencimentos abaixo dos 1200 euros. Bora lá. E não tenha medo de ser contra o status quo.

    ResponderEliminar
  11. Cap Créus,
    Antes de mais aproveito para lhe dizer que nunca disse que V. Exa era contra as greves, e que se se identificou com estereótipo dos portugueses que descrevi, é muito mau sinal. Aproveito também a oportunidade para lhe dizer que achei completamente despropositado ter dito à Maria "pensas assim porque estás em grande" porque cada um tem aquilo que tem e aquilo para que trabalha e ninguém tem nada a ver com isso.
    Quanto aos idosos que estão a ver as suas pensões diminuírem e às pessoas que estão a perder os seus postos de trabalho, como cidadão português entristece-me muito mesmo que essas situações ocorram de um modo cada vez mais frequente, no entanto relembro que as medidas de austeridade que estão a ser aplicadas são temporárias visando garantir que num futuro a médio prazo a dívida portuguesa seja paga e que a economia Portuguesa volte a crescer.
    Quanto a soluções, vou apresentar soluções de carácter económico, porque falar de soluções sem ser de economia para um problema económico não faz o mínimo sentido.
    Para solucionar este problema poderíamos: Aumentar a produção interna de modo a diminuir o défice da balança comercial comercial portuguesa e em consequência disso aumentar as exportações; Diminuir o IRC (como aliás já tem vindo a ser feito) para incentivar ao empreendedorismo; Investir na Especialização e aumento da Instrução dos trabalhadores (em actividades com a agricultura por exemplo, em que só 6% dos profissionais têm algum tipo de instrução) e Investir na Educação. Repare que todas estas medidas que mencionei visam colmatar o problema do desemprego, medidas essas que a meu ver têm capacidade para a médio prazo inverter o ciclo económico português, agora as pessoas têm de ser pragmáticas e ter consciência de que os nossos políticos têm um problema grave entre mãos que não se resolve do dia para a noite, problema esse causado pelas medidas impostas por governos anteriores e pela falta de pragmatismo das pessoas que andaram a gastar o que tinham e não tinham.
    Pelo que pude perceber está contra as medidas que têm sido aplicadas, portanto sugiro que apresente as suas medidas, sejam elas de carácter económico ou não, e já agora, que me consiga elucidar sobre como é que elas podiam contribuir para o desenvolvimento do país.

    ResponderEliminar
  12. Dizer que estas medidas são de carácter temporário, parece-me uma forma bonita de ver as coisas. Tal como acreditar que a economia PT vai voltar a crescer devido a essas mesmas medidas (diminuição do valor das pensões, aumento do desemprego, cortes em vencimentos baixos).
    Não tem, portanto consciência que o fito principal deste governo é baixar salários a todo o custo. Sempre foi esse o seu (deles) desiderato. Mas adiante.
    Disse o que disse à Maria, apenas e só, porque já num anterior post sobre Saramago (E aproveito para dizer à Maria que já fui visitar a fundação e de que facto está muito bem conseguida), a Maria disse que não se importava de pagar impostos altos, ou mais impostos para ter a fundação do Saramago. (foi algo assim parecido, e de facto, essa afirmação pareceu-me completamente ao lado. Dita por quem não tem assim tanta noção do que acabou de dizer. Mas foi com boa intenção, sei disso.
    Soluções milagrosas não há, meu caro, nem almoços grátis, e como ninguém dá nada a ninguém, fico estupefacto com o seu discurso tão a favor das medidas tomadas.
    vejo que é adepto do "gastar mais do que tinham e podiam". Quem? Os governos, ou as pessoas? E acredita mesmo no que escreveu? Em tudo?
    Olha, IVA na restauração baixar para os 6%; Partidos politicos começarem a pagar IMI, Acabar com as subvenções aos partidos politicos; reduzir dos 230 deputados para o minimo (180);fim das mordomias aos antigos PR (carro, secretária, segurança...); Acabar com os apoios às fundações irrelevantes (como deve saber, muitas destas e contrariamente ao que se falou continuam a funcionar...); Vender a RTP e vender a TAP. Empresas cheias de mordomias e cheias de tiques.; fim da scut na via do infante; apostar no turismo de qualidade. Mas a sério, não é com slogans bacocos e estrangeirados.; Diminuir o IRC mais ainda; Investir na agricultura (como disse e muito bem); Fim da taxa audiovisual; Aumentar ainda mais o imposto sobre o tabaco; retorno dos võos para Bragança; Aumento do salário minimo; reduzir encargos com automóveis e gabinetes no governo; acabar com BMW e afins e passar a renault e citroens; Investir na educação e cultura (sem dúvida); agilização de licenciamento para bombas de gasolina low cost para baixar os preços; E há tantas outras que se podem enumerar...
    Obviamente que não lhe vou elucidar nada, as medidas aqui elencadas servem de explicação.
    E espero sinceramente que esteja certo e que estas medidas sejam de facto, temporárias. mas "olhe que não, olhe que não."
    E para terminar, dê-me um conselho.
    A mim e aos outros gastadores. Como ser pragmático, quando cortam pensões e subsidios de férias e de natal?

    ResponderEliminar
  13. Ora aqui está alguém que eu admiro: Perceber que todos temos direito a opinião (ahh e também temos direito de voto...porque quem pos lá este governo foram os nossos votos, por estarem cansados das medidas do antigo governo...mas que passados 3 anos já todos esqueceram e tal), e que ainda admiro mais por se dar ao trabalho de responder aos comentários de quem atira e atira...pois parece que a culpa de todos os males são do governo e da Margarida Rebelo Pinto! Oh pequenada: pior que passar fome e desemprego....é ter essas mentes tão pequeninas! Há tanta coisa pior...e passar fome é não ter que comer!
    Minha linda: Parabéns pelo teu blog.

    ResponderEliminar