24 de outubro de 2013

Fenómenos

Fala-se de NY e uma pessoa imediatamente pensa que é a cidade em que tudo corre bem e tudo tem lógica. Afinal de contas são americanos e isto é o expoente máximo da cultura deles. E normalmente até corre (quaaaase) tudo bem. Até ao dia em que o frio chega ao nosso novo apartamento. E isto porquê? Porque os aquecimentos centrais são controlados pelo superintendente do prédio e não pelo inquilino. Ou seja, tenho que esperar que o senhor ache que agora sim, está fresquinho, vamos lá aquecê-los, qual australopiteco a distribuir fogo pelas cavernas. E claro, não somos nós que decidimos qual a temperatura a que a casa vai estar.
Ainda não tinham ligado o meu aquecimento e quarta-feira a temperatura desceu para os 15º e lá fui eu buscar os pijamas polares, quentinhos quentinhos, e fui-me deitar. E dormia eu muito bem, até que comecei a sentir um calor que parecia vindo do inferno. Era o aquecimento central que tinha sido ligado. Troquei para um top e calções e continuava com calor, mas bastou abrir a janela da sala e estava tudo bem.
Entretanto saí de casa e dexei a janela aberta, apesar dos 11º que estavam na rua, para manter a temperatura equilibrada e não achar que de repente estava no Brasil em Janeiro quando entrasse em casa. Má ideia. Por alguma razão que não consigo perceber, o aquecimento foi desligado. Ou seja, quando cheguei a casa quase congelei. Estava um frio digno de ursos polares ou focas. Voltei aos pijamas polares com esperança de que quando acordasse já estivesse tudo quentinho outra vez. Mas não, a única coisa que aconteceu quando acordei foi sentir uma pequena dor de garganta porque a casa é antiga e, claro, mal isolada.
E é isto que se passa, estão 11º lá fora e cá dentro não está assim tão melhor. Vou continuar à espera que se dignem a dar-me calor, mas se entretanto não escrever mais, é porque provavelmente me tornei numa estátua de gelo.

2 comentários:

  1. E falar com o superintendente do prédio?! Daquela forma querida e indefesa...

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  2. Vi isso acontecer em Madrid, quando visitava uma amiga que estava de erasmus. Um frio de rachar lá fora, era Dezembro, e dentro de casa pareci que estávamos nos trópicos...

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