13 de março de 2013

Era uma vez uma rapariga que tratava a mãe por "você"

Corria o ano de 1996 ou 1997 e uma mãe e uma filha estavam na sala de uma casa em São Martinho do Porto, num quente dia de Agosto. A mãe passava a ferro e a filha, provavelmente, brincava com Barbies. Por alguma razão que não interessa nada para esta história, a filha amuou com a mãe. Passado uns minutos, a mãe disse:
- Maria, vai buscar (qualquer coisa que não me lembro mas que também não é relevante).
E a filha, amuadínha e com a mania que tinha o nariz empinado, disse:
- Olha... Vai tu!

Depois de um sermão em como aquilo não era maneira de se falar com uma pessoa mais velha, tinha que haver respeito, eu-não-ando-contigo-na-escola, a mãe pensou "Vai tu?! Vá a mãe soa muito melhor!". E a partir desse dia, a criança que tentava ser mal educada mas corria-lhe sempre mal passou a tratar a mãe e todos os outros membros da família por você. Menos o pai, que disse logo que "a mim não me tratas por você, essas quequices são lá com a tua mãe!". E somos felizes todos, seja por tu ou por você, está bom? Está esclarecido então!

36 comentários:

  1. "a mim não me tratas por você, essas quequices são lá com a tua mãe!" - hahhah MuiTo BoM!!

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  2. Não me parece que corrigir a forma verbal mude o comportamente de base. Podias ter deixado de ser respondona e mal educada e continuar a tratar toda a gente por tu, certo? Não me parece que a tua mãe tenha pensado muito no assunto...

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    1. Como e óbvio, não foi só isto que a minha mãe fez ao longo da vida para me educar...

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    2. é que a educação deste anónimo veio num comprimido, tomou e pronto, ficou logo. pena ter sido pouco

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    3. O anónimo das 14h34 tem a sua razão (é o que a Maria dá a entender no post) e o das 15h44 gosta de descarregar a sua frustração na net :p

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    4. Como me parece lógico, o que eu contei aqui foi um simples episódio de anos de educação que a minha mãe me deu. A senhora é inteligente e MUITO bem educada, portanto ensinou-me mais do que a tratá-la por você. Só contei isto porque se falou no tema no post abaixo, porque se fosse para falar sobre a minha educação, tenho páginas e páginas que podia escrever!
      Quanto ao anónimo das 15h44, acho que simplesmente fez um comentário sarcástico, que me parece tão válido como alguém afirmar "Não me parece que a tua mãe tenha pensado muito no assunto..." quando fala da minha educação.

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  3. Por tu ou por você, whatever... O que não me parece nada educado é criticar a educação dos outros.

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    1. Mais vale nem se falar sobre nada!!

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  4. Devo confessar que me faz muita confusão tratar os pais por "você". Sempre me habituei a tratar toda a gente por "tu", até mesmo os meus avós, no entanto nunca perdi o respeito por ninguém.
    Faz-me confusão porque acho que se cria uma certa distância entre pais e filhos. Mas, seja tu ou você, o que interessa é respeitar as pessoas que merecem respeito.

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    1. Muita gente pensa isso, mas não é verdade. A distância entre as pessoas é criada pelas próprias, não pela maneira como se tratam! :)

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  5. Ah, ah, ah, muito bom Maria! Costumo "gozar" um bocadinho com familiares que se tratam por você. Penso logo " Então mas não se conhecem? Se quiserem eu apresento-vos..." mas cada família e cada relação tem as suas regras. Fartei-me de rir com o comentário do teu pai.

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  6. OK. Assim agradas a todos. Mas na minha opinião o pronome não interessa o que interessa é a educação. Sempre tratei os meus pais por tu e sempre os respeitei e tenho a maior admiração por eles. Faz.me confusão os "vocês"...

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  7. Tens a certeza que eu disse mesmo essa frase???

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    1. Se não foi assim foi muuuito parecido... Não te lembras desse momento? (vejam, eu a tratar o meu pai por tu!!!)

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  8. Fiquei chocada foi com a sala de estar em S. Martinho do Porto, no ano de 96 ou 97. É que nessa altura tambem eu estava sentada numa sala de estar em S. Martinho do Porto ahahahahah. O raio do mundo não é pequeno, é minusculo!!!!
    http://fashionfauxpas-mintjulep.blogspot.pt/

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    1. Ahahahah eu ainda passo pelo menos uma semana por ano nessa sala de estar! :)

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    2. Eu também. E só não passo mais porque não posso. Se pudesse era a vida inteira, ihihih.
      http://fashionfauxpas-mintjulep.blogspot.com

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    3. Temos que fazer um meeting de leitores que passam férias em S Martinho em Agosto ahah

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  9. Maria, os meus irmãos mais velhos tratam a minha mãe por você, já eu e o meu irmão mais novo tratamos por tu, é do hábito! Mas eu até acho engraçado quando estamos todos juntos falamos todos de maneira diferente!
    Mas as pessoas da minha família também trato por vocês, é respeito.
    Beijinhos

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  10. Eu nunca ensinei o meu filho a tratar- me por você, mas como lhe tratam assim no colégio, ele no auge dos seus 4 anos, transpôs isso para dentro de casa e trata- me por você!! E nao e por isso que nao existe uma enorme proximidade entre nos!!!:)

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  11. Mariaaaaa,

    tenho 19 anos e todos os anos (sim, desde que nasci T-O-D-O-S os anos) passo um mês de férias em s.martinho. É certo e sabido!
    É engraçado como desde pequena que e habituei a tratar a minha mãe por você. E concordo plenamente com o que disseste que 'A distância entre as pessoas é criada pelas próprias, não pela maneira como se tratam'. Eu, por exemplo, tenho muito mais proximidade com a minha mãe do que algumas amigas minhas que tratam as mães delas por tu. Lá está tudo depende da educação.

    Beijinho grande*

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    1. Ahahahah este comentário podia ter sido todo escrito por mim! Mas um mês inteiro... Coitada! Tens casa lá? Onde?

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    2. Pooooois, imagina 1 MÊS!!

      Tenho, sim. Entre os bombeiros e a praça, mais lá para cima.
      (Só agora é que reparei o quão bonito é dizer-se que se vive ao pé da praça ahah). Também tens casa lá?

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    3. Ahah tenho, ao pé da estação! Temos que fazer um meeting em Agosto!

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  12. SIIIIIM!
    Quero ver se me livro do pesadelo de ter de passar metade do Verão ali encafuada sozinha. Lá mais para o Verão mando um mailzinho!

    Beijocas**

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  13. Coisa ridicula tratar um filho, um pai, uma mãe ou um marido por você.... Conversa de betos ou chiques da linha!
    Acho a coisa mais pedantes que existe. Os novos-ricos é que adoram passear pelo shopping, com uma data de criancinhas, cheias de laçarotes e meias pelos joelhos e dizer, Maria venha cá, Manel ouça, está-me a ouvir....
    Qual o nexo? Qual o resultado?

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    1. Sabe o que é que é ainda mais ridículo? Vir para um blog comentar anonimamente a educação que alguém recebeu.
      De facto somos da linha, betos talvez, chiques quem sabe, novos-ricos nem por isso, laçarotes usei até aos seis anos, meias pelos joelhos é provável que também tenham existido na minha vida.
      Mas a minha mãe trata-me por tu, portanto nunca a poderia ouvir dizer "Maria venha cá".
      Incomoda-o assim tanto a maneira como fui educada?

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  14. Olá Maria :)
    Tratar os pais por você não é nada de novo, já vem de há muitas gerações. Foi-se perdendo.
    A diferença está na motivação com que se usa esse "você".
    Usar isso como prova ou mostra de status é ridículo. E deixa-nos gozar com isso. É de quem não conhece outro mundo, para além da "linha". Não me parece o caso. LOl :)
    Neste caso a motivação foi alegadamente outra, foi para ajudar na educação.
    A motivação com que se faz algo,pode muito bem mudar o significado do estereótipo.
    Ana Rita

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    1. Nope, não é o caso. Há muuuito para além da "linha" nas nossas vidas :) beijinhos!

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  15. Eu também trato o meu pai por você :)

    beijinho,
    Maria

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  16. Maria Pinto de Carvalho20 de março de 2013 às 17:24

    Ui, tantas certezas e convicções.
    E tantas considerações sobre a vida dos outros e sobre a forma como se educa - como se a educação fosse uma certeza única e aplicável a todas as crianças transversalmente. Essa sim, é a maior falácia de todas. Eu apenas pergunto quantos dos que aqui escreveram têm filhos e quantos dos que aqui escreveram, caso os tenham, têm tanta certeza se os estão a educar bem.

    Para terminar, e para o Anónimo das 19h05: convém que aprenda a diferença entre chiques e novos ricos e, sabe, os chiques não vão passear com os filhos para o "Shoping"!

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  17. Se há coisa que me custa a entender é a importância que as pessoas dão a este assunto. Principalmente quem critica os chamados "betos". Eu não sou uma, nem tenho pretensões a isso. Não vou dizer que não me faz impressão ouvir crianças a tratarem-se por "você", como já ouvi em tempos, mas isso não fez com que tivesse raiva deles ou dos pais, como algumas pessoas parecem ter.
    Trato pais, avós e tios por tu e, já agora, cumprimento com dois beijinhos, mas não me faz impressão, nem julgo quem cumprimenta só com um. Acho até que é mais prático e mais elegante, mas não é por isso que o faço porque não foi assim que me habituei, ou que me educaram.
    Penso que o que importa, tratando-se alguém por "você" ou por tu, dando um beijinho ou dois, é que se seja genuíno.

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    1. Crianças a tratarem-se por você também me faz alguma confusão, mas se eles se sentem bem, go ahead! Concordo com isso tudo, acho que ter raiva de quem tem uma educação diferente chega a ser falta de educação...

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    2. My thoughts exactly. Beijinhos

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